quinta-feira, 4 de novembro de 2010

TRANSTORNOS PARA QUEM ALUGA O FILME ERRADO

Uma coisa é você se considerar um cinéfilo, um cara cult, descolado. Outra coisa é você achar que os mecanismos da sua cabeça animal funcionam muito bem e você sabe de cor e salteado os nomes dos filmes, galãs e mocinhas e o que pior: não esquece nem os nomes dos vilãos.
Rapaz; foi assim que me senti. Tava tudo aqui, na cachola. Mas...
Pra ser sincero, como diz a música dos Engenheiros do Hawaii, parece que eu surtei nessa noite que parecia promissora para um bom papo-cabeça sobre os eventos da política e de seu desenvolvimento filosófico e histórico na linha do tempo que abrigou a terra média por quase mil anos.
Mas, não foi bem assim. Premidos por algo intitulado “Conquista Sangrenta”, dirigido por Paul Verhovem e abrilhantado
por figuras como Rutger Hauer e Jennifer Jason Leigh, o filme em comento não era de todo adequado para que nós pudéssemos demarcar bem a dialética do pensamento político, desde Santo Agostinho a Marsílio de Pádua, no contexto terminal do medievo e nos umbrais da modernidade.
Meus caros; devo assumir as minhas responsabilidades sobre esse pequeno desastre fílmico-acadêmico e, por outro lado, devo também me redimir e lhes mostrar películas de responsa, coisa de primeira, certas para o banquete filosófico que eu havia planejado [muito mal, por sinal!].
Mas, como bem disse nosso poeta maior, “não chores, meu filho, não chores, que a vida é luta renhida: viver é lutar; a vida é combate, que os fracos abate, que os fortes, os bravos, só pode exaltar”. Ainda me considerando um bravo [não sei se forte!], inspiro-me nesses versos eternos da canção dos guerreiros tamoios para dizer-lhes que tudo vai mudar.
Que a vida lhes seja leve!

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